Você gosta de falar de palavrão? Tem um palavrão que te define, que não sai do seu vocabulário diário e que reflete a maneira como você gosta de se expressar?

Muitas marcas surgem a partir de expressões ou palavras que definem os serviços, produtos, e pensamentos do seu idealizador ou ainda definem o comportamento dos consumidores que prestigiam a marca, mas sendo muitas vezes grupos que compartilham uma mesma cultura.

Acontece que no Brasil a Lei de Propriedade Intelectual diz que não é registrável “III – expressão, figura, desenho ou qualquer outro sinal contrário à moral e aos bons costumes ou que ofenda a honra ou imagem de pessoas ou atente contra liberdade de consciência, crença, culto religioso e/ou ideia e sentimento dignos de respeito e veneração”.

Segundo a lei tudo o que for ofensivo, obsceno, e imoral não pode ser registrado como marca, ou seja, palavrão nem pensar. Outros países seguem a mesma normatização, tanto que um caso internacional recente chamou a atenção, a Suprema Corte americana derrubou esta regra, também vigente por lá em nome da liberdade de expressão. A marca em questão era Fuct, a sonoridade lembra a palavra fucked termo considerado inapropriado em inglês. A marca tem pulôverescom os seguintes dizeres, “We are fuct” (nós estamos *) “The world is fuct” (o mundo está *), entre outros. Tudo começou quando o designer Erik Brunetti processou o governo por violação a liberdade de expressão, um direito individual garantido pela constituição de muitos países. A marca considerada “escandalosa” que teve pedido rejeitado pelo órgão responsável,  teve registro autorizado pela Suprema Corte dos EUA, mesmo sendo considerado um termo chulo.

No Brasil temos a Cacete Company, por exemplo, considerada subversiva a marca de roupas de baixo mineira estreou no São Paulo Fashion Week em 2018 e trouxe muita sensualidade para o calendário oficial da semana da moda paulista, a ideia são roupas de baixo para serem vistas.

São muitos os pedidos de pessoas físicas ou jurídicas que desejam registrar palavrões. A funkeira Ludmilla tem a marca “Foda-se a porra toda”, segundo o site da marca de bonés o nome é fruto de uma frase que não sai da cabeça da cantora. “Quem usa BONÉ pode usar qualquer um, agora para usar o nosso, tem que ter CORAGEM, PERSONALIDADE e ATITUDE! Ponha essa ideia na cabeça”, está escrito no site da marca com assinatura da famosa.

Se você pensa em registrar um termo que define a sua comunidade, cotidiano e similar é relevante saber o que não é registrável como marca, talvez casos como os citados neste texto sirvam de estímulo ou reflexão para que você escolha com assertividade a sua marca, tendo em vista a lei que regulamenta o processo de registro de marcas no Brasil.

WhatsApp B3S
Enviar