O que não falta para o empreendedor é criatividade, nesse conteúdo trouxemos uma embate entre Alisena versus Maizena. Temos que reconhecer que o neologismo foi perfeito: Alisena, a máscara capilar de amido de milho. 

Até a identidade visual da marca de cosméticos tem associação à famosa marca de alimentos, Maizena – ainda que a empresa Muriel Cosmético tenha negado a tentativa de associação. A empresa foi condenada a indenizar a Unilever com 20% sobre o faturamento com as vendas da Alisena.

Segundo a empresa, a marca Alisena surgiu da junção das palavras “alise” e “natural”, eis que nasce o embate Alisena versus Maizena.

A estratégia de marketing seria perfeita se estivesse em alinhamento com as questões jurídicas que envolvem o tema. Não basta criar uma marca e sair feliz vendendo. Antes de apostar em publicidade, é fundamental pesquisar se a marca já existe e entender as leis que regulamentam o uso da marca (mesmo se tratando de um neologismo). A violação ao trade dress acontece quando uma empresa imita uma ou algumas características do produto de outra empresa.

A questão, neste caso, são as diversas associações entre as duas marcas. Grafia, pronúncia, o uso das mesmas cores e fontes e principalmente: ainda que uma seja de cosmético e a outra de alimento, utilizam o mesmo elemento em sua base, o amido de milho. O que se concluiu foi que da parte da Muriel Cosméticos houve a tentativa de usufruir da credibilidade e tradição da Maizena ao criar a associação.

O investimento de tempo em questões legais, o privilegiar dos aspectos jurídicos acima da avidez pela venda e outros fatores de risco podem evitar dores de cabeça. Vai economizar o desagaste da marca e também o embate jurídico.

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