A criação

Você criou uma marca incrível e única, fruto de um dia de inspiração.

Vários clientes são atraídos pela sua marca. Depois pelo seu serviço (ou produto), de tão impactante que a sua marca é. O storytelling está alinhado, imagem fortalecida externa e internamente, desde os funcionários até o mercado reconhecem a autoridade do seu nome.

Tudo lindo, se não fosse pelo detalhe crasso: você não registrou esta super marca.

Tudo bem, diz você. Eu tenho como provar, mediante uma eventualidade jurídica, que há anos eu utilizo esta marca, ou seja: se eu uso a marca é minha.

Perfeito! Só que não. Pelo menos não para você que está no Brasil.

A adequação

Aqui você corre o grande risco de dar ideia para terceiros, bem intencionados ou não, que irão reconhecer o potencial da sua marca ao ponto de registrar. Em alguns casos, você será inclusive cobrado. Sim! A pessoa (física ou jurídica) registra a marca que você está utilizando há tempos; No entanto, como ela registrou primeiro, a marca é dela. Se você quiser e se ela estiver a fim de te conceder a marca, pode sim cobrar pelo que legalmente é dela. Será que você consegue dimensionar a proporção do problema? Acredite: prevenir é sempre mais barato. Seja antecipado e procure um advogado especializado. Com certeza o investimento no registro é menor do que a dor de cabeça de tentar recuperar a marca.

Ah! Isto independe se foi por má fé ou não. Em alguns casos acontecem coincidências de duas ou mais pessoas registrarem a mesma marca, cada uma crédula e convicta de que foi a única a ter aquele insight. São muitos os casos de embates jurídicos entre empresas que desenvolveram o mesmo nome, logos similares e todas com provas que testificam a criação.

Afinal, já dizia no século XVII o filósofo Jean-Jacques Rousseau: “O homem natural só deseja o que tem”. Somos fruto de um meio por consequência; a tal sincronicidade é uma obviedade, pessoas que estão no mesmo cotidiano só reproduzem este cotidiano. A tal da caixinha, já ouviu falar? É difícil sair dela e ter uma ideia 100% inovadora. Romper com o “nada se cria, tudo se copia”. Por isso eu te aconselho: teve uma boa ideia? Registre e registre urgente.

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